A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso, Gisela Cardoso, determinou a suspensão cautelar imediata do exercício profissional do advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, 67 anos e encaminhou a decisão ao Tribunal de Ética e Disciplina para a adoção das medidas cabíveis. A decisão leva em conta a gravidade da conduta atribuída ao profissional, a repercussão social do caso e o potencial dano à dignidade da advocacia, além do histórico criminal.
A medida da OAB-MT ocorre após a Justiça de Mato Grosso converter em prisão preventiva a detenção do advogado, de 67 anos, indiciado pela morte da idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos. O crime ocorreu na manhã de terça-feira (20.01), na avenida da FEB, em Várzea Grande.
A decisão judicial foi proferida pelo juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, durante audiência de custódia realizada na quarta-feira (21). Segundo o magistrado, a prisão em flagrante foi considerada legal, sem vícios formais ou materiais, e está amparada por prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria.
Entre os elementos apontados na decisão estão o auto de prisão em flagrante, o boletim de ocorrência e os depoimentos colhidos pela Polícia Judiciária Civil. O advogado permanece preso enquanto o processo segue em tramitação na Justiça Estadual.
Entenda o caso
Ilmis Dalmis Mendes da Conceição morreu após ser atropelada por dois veículos ao tentar atravessar a avenida da Feb. Conforme apurado, ela foi atingida inicialmente por uma Fiat Toro conduzida por Paulo Roberto e, com o impacto, arremessada para o outro lado da via, onde acabou sendo atropelada por um segundo veículo, um Fiat Strada.
Após o acidente, o advogado tentou deixar o local, mas foi interceptado por um policial à paisana que presenciou o atropelamento. Ao retornar à cena, ele alegou mal-estar e foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Várzea Grande (PS/VG).
O motorista do segundo veículo parou cerca de 20 metros à frente e permaneceu no local até a chegada das autoridades. Ele foi ouvido pela Polícia Civil e liberado em seguida.





