A Polícia Militar de Mato Grosso informou, por meio de nota encaminhada à reportagem do VGN na manhã desta segunda-feira (26.01), que determinou a exoneração imediata da função de comando do 22º Batalhão de Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá, do tenente-coronel Welington Rodrigues Mendonça, 44 anos, investigado por crime de importunação sexual. A reportagem havia entrado em contato com a assessoria da corporação ainda no domingo (25).
Segundo a PM, a Corregedoria-Geral instaurou procedimento administrativo para apuração dos fatos. O militar permanece em liberdade, condicionada ao comparecimento aos atos do processo, e responde civil e criminalmente em razão do ocorrido. Em nota, a corporação afirmou que não coaduna com nenhum tipo de crime praticado por seus integrantes.
Na madrugada deste domingo (25), Welington Rodrigues Mendonça, foi autuado por importunação sexual e injúria real após um episódio registrado no Posto Emboava, localizado na Praça 8 de Abril, em Cuiabá.
De acordo com o boletim de ocorrência, as vítimas, identificadas como L.G.L. da S., de 25 anos, e T.C. de A.A., de 24 anos, relataram que participavam de uma roda de conversa com pessoas que haviam acabado de conhecer quando o oficial se aproximou. Conforme o registro, Mendonça sentou-se ao lado de T. e, após afirmar que ela “estaria olhando para ele”, passou a mão em sua coxa e começou a empurrá-la com o quadril.
Diante da situação, L. trocou de lugar com a amiga. As duas informaram que mantêm um relacionamento homoafetivo, na tentativa de afastar o suspeito, mas, segundo relato, o comportamento continuou. Quando L. pediu que ele se retirasse, o oficial teria tentado desferir um soco contra ela, sendo contido pelo braço. Ainda conforme as vítimas, nesse momento Mendonça se identificou como coronel, disse estar armado, afirmou ser casado e pediu que não fosse feito “nada”.
As vítimas relataram ainda que, após o ocorrido, três mulheres se aproximaram e afirmaram que o suspeito teria adotado comportamento semelhante com outras frequentadoras da Praça 8 de Abril, onde acontecia um esquenta de carnaval, tocando partes íntimas de algumas delas.
A Polícia Militar foi acionada via Ciosp e, ao chegar ao local, o tenente-coronel apresentou a identificação funcional. Questionado sobre o porte de arma, confirmou que estava armado. Devido ao visível estado de embriaguez, a equipe solicitou que ele entregasse o armamento para garantir a segurança dos presentes, mas o pedido foi negado.
Com a chegada do oficial de área, o 1º tenente PM Monteiro, a solicitação foi reiterada. Conforme o boletim, o tenente-coronel se mostrou exaltado, passou a ameaçar os policiais com frases como “vou lembrar disso” e “vocês estão fundidos” e ofendeu verbalmente o cabo PM Martins, chamando-o de “merda”. Os fatos foram presenciados pelo oficial de área e demais integrantes da guarnição.
Mesmo após a separação das partes, Mendonça teria retornado em direção à vítima T., questionando o que ela dizia aos policiais, e segurado seu braço novamente.
O tenente-coronel foi encaminhado ao Plantão de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica, Familiar e Sexual de Cuiabá para registro da ocorrência e adoção das providências cabíveis. As vítimas foram conduzidas em viaturas separadas. O comandante de área comunicou o superior de dia, o comandante do 1º Comando Regional, a Corregedoria da Polícia Militar e o comandante da 21ª Companhia Independente da PM.
Em sua versão, o oficial negou a prática de importunação sexual, afirmando que apenas perguntou à vítima se poderia conhecê-la e que, após a negativa, teria se afastado. A arma de fogo não foi entregue. As vítimas informaram que o estabelecimento possui câmeras de segurança que podem auxiliar na apuração dos fatos.
Conforme nota emitida pela assessoria da Assemleia Legislativa, uma das vítimas seria sevidora da Casa de Leis.
Diante da denúncia de que um tenente-coronel da Polícia Militar teria assediado uma servidora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso durante a madrugada deste domingo (25.01), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso informou que repudia o episódio, mesmo ele tendo ocorrido fora do âmbito da instituição.
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