O advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, 67 anos, indiciado pela morte da idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, 71, ocorrida na manhã de terça-feira (20.01), na avenida da Feb, em Várzea Grande, alegou em depoimento que não viu o momento do atropelamento porque havia vomitado dentro do veículo, o que teria comprometido sua visão. Ele também afirmou que “o corpo dela acertou” o carro que conduzia.
Durante oitiva conduzida pelo delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Paulo Roberto declarou que passava mal no momento do acidente e, por isso, só teria percebido um “vulto” atingindo o retrovisor do automóvel.
“O corpo dela acertou meu carro. Eu estava desde cedo com a cabeça péssima, dor de cabeça difícil, aí deu vontade de vomitar, eu abri a janela do carro e vomitei. Foi aí que eu vi que passou um vulto na frente, que bateu no meu retrovisor”, disse.
Segundo o investigado, o mal-estar teria sido provocado pela aplicação de Mounjaro, associada aos medicamentos que utiliza para tratar hipertensão e diabete.
“Outro dia fiz besteira. Eu tenho hipertensão, diabete, essas coisas todas. Tomo uns quatro remédios. Mas fiz uma besteira, tenho que falar a verdade, tomei Mounjaro. Eu acho que isso aí, não sei se alterou uma coisa”, alegou.
Sobre a tentativa de deixar o local, Paulo Roberto negou fuga e afirmou que o veículo apresentou problema mecânico, o que teria impedido uma conversão à direita. A versão será analisada pela perícia.
Entenda o caso
Ilmis Dalmis Mendes da Conceição morreu após ser atropelada por dois veículos ao tentar atravessar a avenida da Feb. Conforme apurado, ela foi atingida inicialmente por uma Fiat Toro conduzida por Paulo Roberto e, com o impacto, arremessada para o outro lado da via, onde acabou sendo atropelada por um segundo veículo, um Fiat Strada.
Após o acidente, o advogado tentou deixar o local, mas foi interceptado por um policial à paisana que presenciou o atropelamento. Ao retornar à cena, ele alegou mal-estar e foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Várzea Grande (PS/VG).
O motorista do segundo veículo parou cerca de 20 metros à frente e permaneceu no local até a chegada das autoridades. Ele foi ouvido pela Polícia Civil e liberado em seguida.
Histórico criminal
Paulo Roberto possui um extenso histórico criminal. Ele já foi condenado pelo assassinato e decapitação da amante, Rosimeire Maria da Silva, 19 anos, em Juscimeira. Além disso, Paulo Roberto também era procurado desde 1998 por envolvimento no assassinato de um delegado, morto com um tiro na nuca, à queima-roupa, no Rio de Janeiro.





