
Grávida de nove meses, Emilly Beatriz saiu de casa em Várzea Grande dizendo que buscaria roupas para o bebê. Nunca voltou. No dia seguinte, seu corpo foi encontrado enterrado no quintal de uma casa em Cuiabá — e o recém-nascido estava nos braços da assassina, que fingia ser mãe. Pouco mais de um mês depois, Heloysa Maria, também de 16 anos, foi sequestrada dentro da própria casa pelo padrasto e morta. O corpo foi jogado num poço.
Os assassinatos de Emilly Beatriz e Heloysa Maria de Alencastro Souza estão entre os casos mais brutais registrados na região metropolitana em 2025. Embora com motivações distintas, os crimes expuseram a vulnerabilidade extrema de adolescentes e provocaram ampla comoção.
Emilly Beatriz: bebê roubado após assassinato premeditado
Emilly desapareceu na manhã de 12 de março, após sair do bairro Jardim Eldorado, em Várzea Grande. Grávida de nove meses, disse à família que iria a Cuiabá buscar roupas para o bebê.
No dia seguinte, o corpo foi encontrado enterrado no quintal de uma residência no Jardim Florianópolis, em Cuiabá. A investigação revelou um crime cuidadosamente planejado: a assassina mantinha há meses a falsa narrativa de estar grávida, inclusive para familiares.
Após matar Emilly, a criminosa simulou um parto e tentou registrar o recém-nascido como seu. Foi presa ao dar entrada numa maternidade com a criança. Ela tentou recorrer à Justiça alegando insanidade mental, mas permaneceu detida. O bebê está sob cuidados da avó.
Heloysa Maria: morta pelo padrasto e jogada num poço
Na noite de 22 de abril, Heloysa foi sequestrada dentro da própria casa, no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. Segundo a investigação, foi morta antes de ter o corpo ocultado num poço na região do Ribeirão do Lipa.
O padrasto e o filho dele foram presos pelo crime. A principal linha de investigação aponta conflitos familiares e desconfianças sobre o comportamento da mãe da vítima como motivação.
Além do assassinato, os criminosos levaram outros dois adolescentes à residência para furtar o local e encobrir o crime. Durante a ação, a mãe de Heloysa foi brutalmente agredida. Todos os envolvidos foram identificados e responsabilizados.
O alerta que permanece
Apesar das circunstâncias diferentes, ambos os casos compartilham elementos comuns: vítimas adolescentes, extrema brutalidade e crimes cometidos por pessoas próximas. Os processos judiciais seguem em andamento, mas os feminicídios reforçam a urgência de políticas públicas efetivas para proteção de adolescentes — inclusive dentro do ambiente familiar.
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