
“A segurança do cidadão é a nossa missão”, afirma comandante Juliano Lemos ao detalhar nova era da Guarda Municipal de Várzea Grande
O comandante da Guarda Municipal de Várzea Grande, Juliano Lemos, concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Zico Zortea, no programa Espaço Aberto, e revelou os bastidores de um momento histórico para a segurança pública do município. Entre os principais avanços estão a inauguração da primeira sede própria da corporação em 25 anos, a criação do Centro de Inteligência Municipal de Segurança e ações sociais e educativas como a Operação Céu Azul, que vem mobilizando escolas e famílias contra o uso de linhas cortantes em pipas.
“Estamos realizando um sonho coletivo. A Guarda Municipal de Várzea Grande, depois de 25 anos, finalmente terá uma sede moderna, equipada com tecnologia de ponta. É um marco na história da nossa cidade e da segurança pública municipal”, afirmou o comandante.
Com quase 180 agentes em atividade, a Guarda Municipal avança em modernização e integração. A nova base contará com salas operacionais, equipamentos de monitoramento e conexão direta ao sistema estadual Vigia Mais, ampliando o acompanhamento em tempo real das ocorrências. “Essa estrutura vai permitir que a Guarda atue com mais agilidade, inteligência e eficiência. Queremos uma segurança pública preventiva e cidadã, próxima das pessoas”, destacou Juliano.
O comandante fez questão de ressaltar que a conquista é fruto de uma gestão comprometida com resultados. “A prefeita Flávia Moretti e o vice Tião Dazaeli acreditaram na importância de fortalecer a segurança municipal. Esse investimento representa mais do que um prédio — é o fortalecimento de uma instituição que pertence à população várzea-grandense.”
A entrevista também trouxe à tona um tema de forte apelo social: a Operação Céu Azul, lançada após a morte trágica de um menino de 9 anos atingido por uma linha cortante. A ação envolve educação, fiscalização e repressão ao comércio ilegal desse tipo de material. “Não poderíamos ficar parados diante da morte do pequeno Davi. Transformamos a dor em ação. A Operação Céu Azul nasceu para salvar vidas e conscientizar famílias sobre o risco mortal dessas linhas”, declarou o comandante.
Juliano explica que a operação tem duas frentes principais — a educativa e a de fiscalização. A etapa de prevenção inclui palestras, teatro e atividades nas escolas municipais, por meio do projeto Arte de Proteger e da equipe Anjos da Guarda. Já a parte de fiscalização atua em locais mapeados e recebe denúncias pelo telefone 153. “A Guarda está indo às escolas, falando com as crianças e com os pais. Queremos que a própria criança cobre do adulto. O perigo do cerol e da linha chilena é real, e não vamos aceitar novas tragédias”, reforçou.
O comandante também cobrou rigor nas leis que tratam da venda do material. “Temos uma legislação estadual desde 2008 que proíbe o comércio dessas linhas, mas ela nunca foi de fato aplicada. Agora, com a prefeita Flávia, o município está fiscalizando e responsabilizando quem vende. Não é apenas uma questão legal — é uma questão de humanidade.”
A entrevista revelou ainda o lado social da atuação da Guarda Municipal, que tem ampliado projetos voltados à população em situação de rua, mulheres vítimas de violência e meio ambiente. Um dos programas de maior impacto é o CISRUA, que mapeia e acompanha pessoas em vulnerabilidade nas áreas centrais da cidade. “Percebemos que os pequenos furtos e conflitos estavam aumentando. Criamos um sistema de cadastramento em parceria com a Assistência Social e a Saúde, para entender quem são essas pessoas e de onde vêm. O resultado foi surpreendente: reduzimos em 70% os registros de delitos na região central”, relatou o comandante.
Segundo ele, o trabalho vai além da repressão. “Segurança também é acolhimento. Nós não podemos tratar o ser humano apenas como infrator. A maioria dessas pessoas enfrenta problemas de saúde mental e dependência química. Nosso papel é proteger e ajudar, não apenas prender.”
Além do CISRUA, Juliano Lemos destacou outras frentes de atuação, como a Patrulha Maria da Penha, que garante acompanhamento a mulheres ameaçadas, e a Patrulha Ambiental, desenvolvida em parceria com o Ministério Público e o Conselho de Segurança. “Temos orgulho de dizer que Várzea Grande abriga a primeira motopatrulha ambiental de guarda municipal do Brasil. Já realizamos mais de 20 detenções por descarte irregular de lixo. Estamos protegendo não só as pessoas, mas também o meio ambiente”, frisou.
Com um investimento de mais de R$ 1 milhão em estrutura e tecnologia, a Guarda Municipal de Várzea Grande aposta em um modelo de gestão integrada e comunitária, aproximando a população das políticas públicas. “Sozinhos não fazemos nada. A união entre as forças de segurança — Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal — e as secretarias municipais é fundamental. O cidadão está na ponta e é por ele que trabalhamos”, destacou Lemos.
Ao encerrar a entrevista, o comandante deixou uma mensagem de confiança à população: “Podem confiar na Guarda Municipal de Várzea Grande. Trabalhamos com seriedade, com amor e com o compromisso de proteger cada cidadão. Nós somos parte dessa cidade, e a segurança do cidadão é, e sempre será, a nossa missão.”
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