
Mais de 4 mil brasileiras apontaram, na quarta-feira (1), os rumos para as políticas públicas que contemplem a diversidade e às necessidades das mulheres no Brasil. No terceiro e último dia da Conferência de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM) foi realizada a plenária final com as propostas construídas e que envolvem avanços em diversas questões como autonomia econômica, justiça de gênero e étnico-racial; mudança do clima; violência política; saúde; educação; violência contra as mulheres; equidade salarial; e maior participação feminina na política e em cargos de comando.
Essas propostas irão compor a Plataforma das Mulheres do Brasil para subsidiar a elaboração e a implementação do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, consolidando o tema da conferência: “Mais democracia, mais igualdade e mais conquista para todas”.
A chefa de gabinete da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado (SPM), Neia Bastos, fez um balanço desse processo e da participação das delegadas da Bahia. “Estamos saindo de Brasília com o coração cheio de esperança. Estivemos aqui com quase 300 mulheres da Bahia, das cidades, do campo, das águas, das florestas, indígenas, quilombolas, idosas, lésbicas, bissexuais, transexuais, jovens e mulheres com deficiência, que se engajaram e participaram, com muito compromisso, desta construção por mais garantia de direitos para todas nós”, afirmou.
Gildeane Mota, da Rede de Mulheres Pintadas, falou sobre a emoção de vivenciar esse momento histórico. “Estivemos aqui somando forças com todas as mulheres do Brasil. Estamos levando muito comprometimento com o bem-estar e com o processo de desenvolvimento de todas as mulheres em sua diversidade”, destacou.
Norilde José da Silva, de Guiné-Bissau, representando o coletivo de Mulheres Africanas na Bahia e delegada da conferência livre, falou sobre o seu sentimento. “Levo dessa conferência a certeza de que a justiça de gênero e a justiça étnico-racial caminham juntas e ter a participação das mulheres africanas nessa conferência reforça a importância de a gente incluir os saberes africanos dentro dos currículos educacionais brasileiros para garantir uma sociedade mais justa e decolonial”, afirmou.
Fonte
Ascom/SPM
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