
Uma série de denúncias na área da saúde — de questões trabalhistas à problemas na infraestrutura e insuficiência da rede — motivou os deputados distritais a criticarem o GDF e o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges) nesta terça-feira (30), no decurso de sessão ordinária.
Chico Vigilante (PT) introduziu a fala exibindo vídeos de terceirizadas demitidas recentemente após anos de atuação na segurança do Hospital de Base do DF e de Unidades Básicas de Saúde (UBSs). “É uma empresa chamada Cinco estrelas, da família Prudente, que ganhou a licitação e está demitindo trabalhadores sem nenhuma justificação”, disse o decano da Casa.
Vigilante qualificou o caso como “desumano e inaceitável”. Segundo informou, foram dispensados cerca de 50 dos 102 vigilantes que compunham a equipe do Hospital de Base. Detalhou, ainda, que há casos de trabalhadores sem tirar férias há anos, devido à sucessão de contratos terceirizados, além de cargas extenuantes de trabalho em momentos como a pandemia de Covid-19, por exemplo.
O distrital comunicou que já entrou em contato com o Iges e vai acionar a Secretaria de Saúde e o Ministério Público do Trabalho cobrando encaminhamentos acerca das demissões.
“Como presidente da Comissão de Saúde, eu acho que o Iges precisa ser mais corresponsável pelas empresas que bota dentro do próprio instituto”, endossou a parlamentar Dayse Amarilio (PSB). Ela aproveitou para relembrar que outra empresa, a UTI Vida, está respondendo por causas trabalhistas.
Além de reforçar as manifestações dos colegas, Gabriel Magno (PT) somou outros protestos. "Nesta semana tivemos espaço feminino de descanso do Hospital de Base debaixo d’água e falta de atendimento na UBS 12 de Ceilândia, sem nenhuma explicação. Além disso, o Hospital Regional de Taguatinga está colapsado”, destrinchou. O deputado definiu os episódios como reflexos da falta de investimento na saúde e contrastou tal cenário com outras condutas do Buriti. “O governo esteve aqui na semana para celebrar o superávit fiscal. E qual o problema, então, para resolver a nomeação de servidores da saúde? Por que para isso não tem dinheiro?”, questionou.
Daniela Reis (Agência CLDF)
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