
“Nós tivemos um crime muito grave aqui, né? No início do ano, uma jovem de 18 anos, grávida, foi esgorjada por três elementos amando uma facção criminosa. Na ocasião, ainda em flagrante delito, nós conseguimos capturar dois de três envolvidos e solicitamos ao Poder Judiciário que fosse emitido uma ordem de apreensão do terceiro, que é menor de idade”, relatou França.
“Durante alguns dias, nós sabíamos que ele estava no estado de Sorriso, o procuramos, não conseguimos encontrá-lo. E posteriormente, tivemos a informação que ele havia foragido para o estado do Maranhão, considerando a gravidade do crime, né? E o compromisso que nós temos com as vítimas, com a experiência das vítimas, nós não paramos de procurar esse rapaz”, afirmou o delegado.
“Na data de ontem, um dos investigadores da Homicídios aqui de Sorriso conseguiu identificar a localidade que ele estava, e aí, aqui, eu quero deixar um agradecimento aos colegas da cidade de São João Batista, no Maranhão, que nos apoiaram em tudo e realizaram a apreensão desse rapaz, agora pela manhã. Já comuniquei a família, que a gente capturou o elemento que estava faltando, e agora vai ser comunicado, por meio desse mandato de busca e apreensão, e ele será colocado na disposição do Poder Judiciário.”
“Na verdade, ela foi morta pelos três, né? Os três são autores executores do crime, ela foi amarrada, foi torturada, e, posteriormente, foi morta com golpes de faca no pescoço que levaram ao esgorjamento. Posteriormente, infelizmente, descobriu-se que a menina estava no estágio início gestacional, mas, sem dúvida, é autor do crime e vai pagar, né? Vai responder perante o Poder Judiciário, que, infelizmente, se tratando de menor de idade, já já vai estar livre para delinquir novamente, de forma livre. Mas, para a Polícia Civil, não cabe ficar falando disso, porque a gente fez nosso papel de identificar quem eram os executores e proceder com a sua captura.”
“Esse crime estava vinculado a um outro crime que ocorreu, eu vou lançar de Sorriso, que é aquele duplo homicídio cometido num bar na Tangará. As investigações, como elas são conexas, permitiram que uma identificasse elementos que estavam obscuros em outras. Essa moça, ela foi morta porque ela comunicou ao seu namorado, que integra a facção criminosa Invalde, que os alvos estariam no bar. E esses alvos foram mortos. Por isso, o motivo foi determinado pela facção Invalde, que ela tivesse as panquilhas sem fato. As investigações, infelizmente, levaram essa conclusão de forma praticamente inequívoca.”
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