
O Brasil acaba de alcançar a maior safra de sua história e inicia 2026 com produção agrícola em patamar elevado. O volume colhido no ciclo encerrado em 2025 chegou a 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, um crescimento de 18,2% em relação à safra anterior. Os dados fazem parte das estimativas divulgadas nesta quinta-feira (15.01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e consolidam um novo recorde da série histórica, impulsionado principalmente pelo desempenho da soja, do milho e do arroz.
Essas três culturas responderam por 92,7% de toda a produção nacional e ocuparam quase 88% da área colhida no país. A soja liderou o avanço e alcançou 166,1 milhões de toneladas, alta de 14,6% e novo recorde histórico. O milho também teve produção recorde, estimada em 141,7 milhões de toneladas, crescimento de 23,6%.
Outro destaque foi o algodão herbáceo em caroço, que somou 9,9 milhões de toneladas, aumento de 11,4%. Já a produção de arroz em casca foi estimada em 12,7 milhões de toneladas, com crescimento de 19,4%. O trigo atingiu 7,8 milhões de toneladas, enquanto o sorgo chegou a 5,4 milhões de toneladas, com avanço expressivo de 35,5%.
Para a safra de 2026, que já está em andamento, a previsão indica uma leve redução na produção total. O volume estimado é de 339,8 milhões de toneladas, queda de 1,8% em relação ao recorde de 2025, o equivalente a 6,3 milhões de toneladas a menos. Ainda assim, a projeção é superior à divulgada no prognóstico anterior, com revisão positiva de 4,2 milhões de toneladas.
Segundo o IBGE, a retração esperada para 2026 está relacionada principalmente à menor estimativa para o milho, que deve recuar 6%, além de quedas previstas para o sorgo, o arroz, o algodão herbáceo em caroço e o trigo.
Na contramão, a soja deve manter trajetória de crescimento, com alta estimada de 2,5% em 2026. A produção de feijão na primeira safra também apresenta perspectiva positiva, com aumento de 3,1%.
A partir deste novo ciclo, o IBGE passa a incluir a canola e o gergelim nas estatísticas oficiais de cereais, leguminosas e oleaginosas. Embora ainda tenham cultivo concentrado em poucas unidades da federação, os produtos vêm ganhando espaço na produção agrícola brasileira.
Mesmo com a previsão de leve retração, o país inicia 2026 após um recorde histórico, mantendo a agricultura em nível elevado e com papel central na economia nacional.
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