
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, afirmou nesta segunda-feira (24.11) que a suspensão das sobretaxas dos Estados Unidos sobre produtos agrícolas brasileiros representa um “momento de tranquilidade” para o setor e tende a normalizar o mercado. O recuo dos EUA ocorreu após articulação diplomática do governo Lula (PT), que vinha pressionando a Casa Branca desde o início das tarifas, aplicadas ainda na gestão Trump.
“Acho que o Brasil voltou a um momento de tranquilidade, onde empresários, indústrias e produtores rurais possam ter acesso novamente ao mercado americano”, disse Tomain durante o lançamento do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil) em Cuiabá.
Na última semana, o governo americano suspendeu as sobretaxas de até 40% que atingiam café, carne bovina, frutas, petróleo e outros itens do agronegócio. Embora Mato Grosso não estivesse entre os estados mais impactados diretamente, Tomain afirma que o tarifaço gerou reflexos imediatos na formação de preços — especialmente na carne bovina.
“No início, a arroba teve um reflexo muito negativo, mas voltou à normalidade. Mesmo que Mato Grosso não exporte grandes volumes para os EUA, qualquer barreira prejudica a percepção de valor dos nossos produtos”, explicou o presidente da Famato.
Para Vilmondes, o fim das tarifas abre uma janela importante para reconquistar espaço no mercado norte-americano e reforça o papel do Brasil como fornecedor global de alimentos. “Sempre é importante vender o produto brasileiro, vender o produto de Mato Grosso. Isso traz ganhos para o Estado e para todos os segmentos ligados ao campo”, completou.
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