
O Pará registrou, em setembro de 2025 (Ano Prodes 2026, que compreende o período entre agosto de 2025 e julho de 2026), o menor valor de áreas recobertas por alertas de desmatamento dos últimos oito anos, para o mesmo mês, com 107 km².
O dado representa uma redução de 47% em relação a setembro do ano anterior (202 km²) e consolida uma queda de 80% em relação ao mesmo período em 2023 - maior pico da série analisada, segundo os dados provenientes do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter/Inpe), que integra a infraestrutura oficial de monitoramento da floresta amazônica brasileira.
A avaliação técnica confirma a trajetória de redução contínua entre 2023 e 2026. O resultado demonstra o impacto direto das ações integradas de fiscalização, monitoramento e gestão ambiental conduzidas pelo Governo do Pará.
Nos municípios prioritários para ações de prevenção e controle, a redução foi ainda mais expressiva: queda de 56% entre 2024 e 2025, passando de 118,96 km² para 52,16 km².
Os principais números de redução foram observados em Altamira (-90%), Novo Progresso (-93%), Itaituba (-67%), Pacajá (-63%) e São Félix do Xingu (-55%).
O governador Helder Barbalho destacou que o resultado é reflexo do fortalecimento da governança ambiental e do compromisso do Pará com a proteção da Amazônia.
“O Pará está mostrando que é possível desenvolver com responsabilidade ambiental. Esse resultado expressivo é fruto do trabalho integrado entre os órgãos do Estado, das ações de comando e controle e do uso intensivo de tecnologia para monitorar e coibir o desmatamento. Desta forma, estamos consolidando o Pará como referência em gestão ambiental e mitigação às mudanças climáticas na Amazônia”, afirmou Helder.
Considerando o acumulado de agosto e setembro, o Pará reduziu as áreas sob alerta de 394 km² em 2025 para 181 km² em 2026, o que representa uma queda de 54% e consolida o terceiro ano consecutivo de diminuição.
O secretário titular da Semas, Raul Protázio Romão, destacou que os avanços decorrem da execução coordenada de programas como o Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA) e das operações Curupira e Amazônia Viva, que fortalecem o combate às irregularidades e a proteção dos territórios.
“Estamos consolidando um novo modelo de gestão ambiental, baseado em presença territorial e integração entre os órgãos responsáveis. O resultado é um Pará que avança na fiscalização e combate, com monitoramento eficiente e redução consistente dos índices de desmatamento”, afirmou Raul.
Próximo de receber a maior conferência climática do mundo, a COP 30, que será realizada em Belém, os números reforçam o papel do Pará como protagonista na agenda ambiental do país, fortalecendo políticas públicas voltadas à transição para uma economia verde, que valoriza a floresta viva e o uso sustentável dos recursos.
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